Kunyaza – Passo a Passo [Atualizado]

A técnica africana de masturbação feminina conhecida como Kunyaza promete não só desencadear orgasmos, mas também melhorar a comunicação e a cumplicidade entre os parceiros, já que deve ser praticada pelo casal. Durante o processo, a mulher é a rainha, que deve guiar o parceiro de acordo com suas vontades, escolhendo quais estímulos devem ser enfatizados por ele.

A técnica surgiu há mais de 150 anos e segundo conta a lenda, um guarda que teria sido escolhido para satisfazer os desejos sexuais da rainha, brochou e, na tentativa de agradá-la mesmo assim, acabou criando o que seria posteriormente considerada a forma mais prazerosa de masturbação feminina, que faz parte da tradição oral do povo africano até os dias de hoje.

A palavra Kunyaza vem da língua Rundi e pode ser traduzida como “sexo molhado” e isso se deve ao fato de que, segundo os praticantes, a mulher pode chegar a expelir até um litro de líquidos vaginais durante o processo, o que não acontece em outras práticas sexuais.

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A origem do Kunyaza e lenda da rainha insatisfeita

Segundo uma lenda do povo Rundi, originário de Ruanda (África Oriental), houve um tempo em que a rainha daquela região estava sofrendo com a ausência do marido devido as frequentes guerras. O rei não atendeu seus pedidos de promover a paz, e partiu mais uma vez para a batalha.

Sozinha e com desejo, a rainha decidiu ordenar a um vassalo que fosse até seu leito proporcionar-lhe prazer. O serviçal, apesar de apavorado com as possíveis consequências caso o rei descobrisse, não desobedeceu a ordem dada.

O pobre homem tremia tanto, que ao levar seu pênis com as mãos para penetrar a rainha, o movimento do tremor acabou provocando um orgasmo nela. A estimulação do clitóris foi tamanha, que fez  a rainha encharcar o colchão com uma lubrificação intensa. E assim nasceu a história da técnica do Kunyaza.

 

Como funciona o Kunyaza

De acordo com o professor N. Bizimana, responsável pelo estudo entrevistando 58 mulheres da África Central, o Kunyaza vem de uma longa tradição.

Através de suas entrevistas realizadas em 1986 e com pessoas acima de 70 anos, N. Bizimana descobriu que os avós dessas pessoas já utilizavam a técnica, o que significa que a prática tem no mínimo 150 anos (como dito acima).

No Kunyaza, o foco do prazer está na mulher, é ela quem domina a situação.

Ela participa auxiliando seu parceiro a escolher os estímulos que deseja receber e a intensidade do ritmo que será usado, assim como comunicando ao parceiro quais são as partes de sua vagina que respondem melhor aos estímulos que ele tenta provocar.

A prática consiste na estimulação das zonas erógenas da vagina por meio da utilização do pênis. No entanto, a prática também pode ser desenvolvida usando os dedos ou um vibrador.

A estimulação durante o Kunyaza ocorre em duas etapas: a externa e a interna.

 

Confira abaixo o passo a passo para você experimentar a kunyaza

– Estimulação externa

Para começar, o homem deve percorrer, usando a glande do pênis entre os dedos, toda a região da vulva e do clitóris. Os movimentos podem ser feitos de cima para baixou, de um lado para o outro, ou ainda de forma circular, sempre em ritmo contínuo e começando devagar.

É importante lembrar que se no início da masturbação não houver lubrificação alguma, a prática pode ser um pouco desconfortável, portanto, vale usar algum, seja natural ou não, até que a lubrificação natural seja suficiente.

Ao longo de toda a prática do Kunyaza, já com a devida lubrificação, que será provocada pela própria prática ou pelas preliminares, o homem deve introduzir o pênis na vagina, com movimentos lentos e repetitivos, mas de forma delicada, retornando várias vezes à estimulação externa. Lembrando que o centro das atenções, nesse caso, é a mulher, portanto o homem deve adequar as carícias aos desejos da parceira, tanto em termos de intensidade, quanto em termos de velocidade.

Depois de algumas repetições, a idéia é estimular o clitóris, os pequenos lábios e a abertura vaginal num único movimento, que deverá começa no clitóris e descerá até a área inferior da vagina.

– Estimulação interna

Durante a estimulação interna, o homem deve se preocupar em estimular as paredes do canal vaginal. Através de movimentos intravaginais nos sentidos horizontal, vertical e circulares. Esses movimentos devem causar mais prazer à parceira do que a simples penetração. Novamente, os movimentos devem ser feitos de maneira lenta e delicada e podem aumentar progressivamente, levando em conta os desejos da parceira na hora da masturbação.

É muito importante que ao longo da prática, ambos estejam tranquilos e livres dos problemas, focados apenas no prazer mútuo e no conhecimento do outro e de si mesmo.

 

O Kunyaza estimula a ejaculação feminina

A técnica do Kunyaza também é conhecida por fazer com que a mulher produza uma grande quantia de líquidos.

Em Ruanda, o termo utilizado para o líquido expelido durante o Kunyaza recebe o nome de amavangigo ou ibinyare (que aqui conhecemos pelo nome de squirting ou ejaculação feminina).

O líquido é descrito como uma secreção transparente ou levemente branca. A consistência e o cheiro também variam: enquanto a urina é aquosa, com forte cheiro de amônia; o amavangigo é mais espesso e levemente grudento, e geralmente não possui odor.

 

O que você pode aprender com a Kunyaza

O Kunyaza, mais do que proporcionar maior prazer a mulher, pode ensinar muitas lições ao termos mais contato com essa parte da cultura africana. Por exemplo:

– Preocupação maior em estimular o órgão sexual feminino;

– A penetração não é único objetivo da transa;

– Explorar mais as zonas erógenas da genitália;

– Conhecer o clitóris como todo (e não só a parte que sai para fora);

– Explorar a sensibilidade do canal vagina (e suas paredes);

– A importância em dedicar um tempo maior para as preliminares;

– Ter a possibilidade de estimular a ejaculação feminina.

 

*Para quem quiser saber mais sobre essa técnica que é considerada por muitas mulheres a melhor técnica de masturbação feminina. Vale procurar os livros “Kunyaza – Multiple orgasmen and weibliche ejakulation mit afrinascher liebesknst” (em tradução livre “Orgasmos múltiplos e ejaculação feminina com africanos adoradores da prática”) e  “Le Secret de l’amour à l’Africaine” (em tradução livre “Os segredos do amor à moda africana”), do PHD e especialista do tema, Nsekuye Bizimana.

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