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É tempo de namorar! por Barbara Juliana Ahlert Schneider

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Relacionamento amoroso/sexual/conjugal é uma arte. Exige-se talento para viver a dois. É mais do que um juntar de corpos, é a suprema arte de viver juntos!

“Arte de existir no plural.” Alan Brizotti

Um relacionamento desta espécie – amoroso/sexual/conjugal, sim pois existem muitos tipos de relacionamento, pode multiplicar a existência. Desenvolve a arte das alternâncias, do respeito as diferenças. Só será possível de ser vivenciado se for encarado como uma construção, pois exige trabalho, empenho, esforço. Não vem pronto.

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Um relacionamento amoroso/sexual/conjugal não se cuida sozinho, as partes devem cuida-lo. Para ser verdadeiro, demanda entrega radical, conhecimento profundo do outro, doses diárias de abertura as experiências com o outro, o desenvolvimento da paciência, entre tantas outras demandas. Não é fácil, mas muitos de nós, buscamos incessantemente essa experiência de vida, pois ela é profundamente transformadora e especial.

Mas, para mantermos um relacionamento ativo, vivo, oxigenado, temos que apostar numa das principais características do relacionamento amoroso/sexual/conjugal – o namoro!!!! Sim, namoro, namorar, namorei, namoraria, namoramos, namoraremos, todos os tempos conjugais.

Namoro significa uma relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiências. Antigamente, o namoro expressava o ato de cortejar a pessoa desejada sem implicar qualquer tipo de intimidade, como retrata a obra do pintor francês Bouguereau (1825-1905) – A Proposta (1872). Hoje a intimidade é permitida e incentivada para fins de conhecimento mútuo e para experienciar a intimidade.

William-Adolphe Bouguereau (1825-1905) – A Proposta (1872)

No namoro, como disse Anna Veronica Mautner, uma psicanalista húngara,  “manter o mistério é o encanto do namoro. Mantê-lo enquanto se vive junto é um namoro eterno. Desvele-se aos poucos, descubra devagar, saboreie cada momento, pois no casamento o que você mais terá são momentos.”

Um dos grandes erros dos casais é o esquecimento deste momento mágico que o namoro pode proporcionar. A relação aos poucos se transforma num protocolo/procedimento a ser cumprido, perde-se o conteúdo, perdendo-se assim a relação. Já não a mais o interesse pelo outro. Muitos casais se conectam emocionalmente, mas sentem que algo ainda está faltando nesta relação.

Precisamos valorizar a presença do outro, desejar estar ao lado do outro, segurar a mão, abraçar, acariciar, sentir o cheiro, momentos que o namoro propicia, mas que se não cuidarmos atentamente, vão embora no relacionamento estável.

O namoro nada mais é do que senão um deslumbramento do olhar. Você vê a outra pessoa, enxerga e muitas vezes exagera nas suas virtudes. O encantamento com o outro faz você ter a certeza de que nasceram um para o outro. O grande desafio é não permitir perder esse olhar.

A agenda da vida costuma ser terrível quando falamos em relacionamento. Muitas vezes o casal permite a entrada de tarefas, atividades e ocupações que impedem ou distanciam as pessoas, gerando uma grande desconexão.

Por isso, namore!!!

Busque lembranças do namoro! Lembranças do coração acelerado, da expectativa, do frio na barriga, das mãos entrelaçadas e das pernas vacilantes… o namoro permite a entrega total, nele o importante é o outro, é do outro meus pensamentos e meus sonhos.

Vá além do tempo e do espaço, assim escapamos do desgaste. Vá além do rolar na cama, mas para o íntimo do coração aberto para o encontro do namoro. Ao invés de gastar tempo e energia com reclamações e cobranças, desacelere, crie pausas, calma e respiração.

O homem tem medo do tempo e ele pode ser muito corrosivo para o relacionamento, portanto precisa da ação consciente todos os dias, de dedicar-se ao namoro, ao olhar de encantamento e ao encontro.

 

Barbara Juliana Ahlert Schneider

Formada pela Unisinos, atua há 20 anos na área. Especialista em Gestão de Pessoas e Especialista em Psicoterapia Clínica de Adultos, Casais e Famílias pelo Cefi -Centro de Estudos da Família e do Indivíduo. Formação em Sexualidade Humana com habilitação em Terapia Sexual pelo Iphem – Instituto de Pesquisas  Heloisa Marinho do Rio de Janeiro. Coach desde 2009 e formação em Dinâmica de Grupo pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos -SBDG. Realiza workshop sobre Sexualidade Feminina e Prazer e palestras sobre Relacionamentos. É colunista na Revista Bendita e na Revista Adriani Chiari Magazine (Londres).  Psicóloga CRP 07/08704

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